Tocam, os anjos, as trombetas
Pousa um santo em seu quintal
Diz com a voz meio ofegante:
- Seu pecado é banal.
Sem ter tempo, indagou
Perguntou-lhe a profissão
João, parado, ajoelhou
Respondeu: - Sou um ladrão
Não me queiras, oh! Senhor
Eu não tenho solução
Só mulher e cinco filhos
Os quais vivem sem razão
Novamente ofegante
Respondeu a seu João:
- Levantas, pobre homem
E receba a comunhão
Pois, aqui, ninguém dá jeito
Nem governo ou oração
Vamos embora dessa terra
Não sujeite a opressão
Ao meu lado estarás certo
Que terás uma missão
Governar o nosso mundo
Pois és tu a salvação. (17.01.97) SP
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