quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um Baiano Brasileiro

Sou brasileiro,
Sou baiano
Caatingueiro
Sou brasileiro e não posso vacilar
O tempo passa
E a luta dura o ano inteiro
Mas sei que um dia à noite eu posso descansar
Levo no peito as lembranças do passado
Que me dá força pra vencer e continuar
Eu sou baiano com jeitinho brasileiro
Um cabra forte com orgulho de lutar.

JÚLIA

Filha que é mãe da vida
Vida que te faz crescer
Seja sempre o bem da vinda
A alegria ao ter você

Filha, do amanhã, futuro.
Mundo sem a filha é nada
Vida que é de mim o tudo
Júlia, que dá história, é fada.

És a luz na imensidão do céu
Constelação do meu viver
Uma lua revelando o véu
Irradiando, em mim, você.

Julho que dá vida a Júlia
Que és a mãe da razão e do querer
És o pai de todo mal que cura
O brilho de uma vida ao ver nascer.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Fonte do Saber

Se pegar na barba não faz chover
As apracatas de Aliana me fez crer
Que Maria não é varão
E que Tõe não é belê
Se Vicente de Paulo é homem
E as Culas perambulam
Por que, então, existe a fome?
E um mal que não se cura.

segunda-feira, 21 de março de 2011

AMOR PERDIDO

Na minha vida você foi tão importante
Fez de mim, que era noite, amanhecer
Mas de repente procurei o amor da gente
Como era triste despedir do meu viver

Fez do nordeste, o meu jardim, uma linda flor
Fez tempestade que jamais esquecerás
Fez um acero e depois me botou fogo
Deixando em mim uma vontade de amar

Hoje me encontro procurando uma saída
Uma porta aberta que me faz te esquecer
Mas sempre volto recordando a despedida
Que me fez triste, mas feliz por ter você

Que triste sina é o pensamento no passado
A lembrança, que é de mim, o meu sofrer
Como num jogo eu sou a carta de um baralho
Sendo jogado nesta vida pra vencer.

domingo, 20 de março de 2011

CONFISSÕES DE BRASÍLIA

Na barganha com o tempo
Troca-se por dinheiro o pudor
Sou o grito no deserto
Sou acúleos duma flor
Do passado, o presente
Sou um sonho que brotou
Pouco se sabe
Tudo se ver
É tudo inconstante
É tudo sofrer
Inflação, fome e sofrimento
Eis aqui o que restou
Sou dum golpe, o ferimento
Que nunca cicatrizou.

RETROSPÉCTO

Em Babilônia, fui amor
Já vivi a solidão
Fui Nabucodonosor
Num castelo de ilusão

Já Pequei, não é bom isto
Já vivi a depressão
Já falei com Jesus Cristo
Com Lamarka e Lampião

Já chorei por um abismo
Já plantei sem emoção
Já vivi no feudalismo
Numa grande servidão

Já briguei com o grande César
Derrotei a solidão
Já fiz parte duma festa
Onde eu fui Napoleão.